BRAX: o projeto de agentes autônomos que transformou a operação da Vibra Energia

O desafio inicial era tirar a automação do papel
Em 2019, a Vibra Energia já havia realizado diagnósticos e mapeamentos de processos, mas ainda não tinha estruturado uma frente consistente de implementação.
Após benchmarking com outras empresas e avaliação de diferentes tecnologias e parceiros, a companhia optou por uma abordagem pragmática. Rafael Tonassi, Especialista em Automação Inteligente da Vibra e patrono do projeto, relembra os primeiros passos:
“Já existia um trabalho prévio, mas a decisão foi simplificar e começar a executar. Começar enxuto, testar rápido e escalar com base em resultado.”
Foi nesse contexto que nasceu o BRAX, iniciativa que, ao longo de sete anos, evoluiu de automações pontuais para uma plataforma estruturada de execução operacional baseada em agentes autônomos.
O nome BRAX, inspirado na marca Lubrax e na ideia de ser um “braço” operacional capaz de apoiar as áreas na execução de processos.
Crescimento orgânico guiado por resultado
O programa começou com um pacote inicial de 1.000 horas, rapidamente consumido, sinal claro da aderência da iniciativa às necessidades do negócio.
O primeiro setor atendido foi o financeiro, com foco na área tributária, um ambiente com alta carga operacional e forte patrocínio executivo.
Sem lançamento formal, o BRAX se expandiu de forma orgânica, impulsionado por resultados concretos.
“O BRAX construiu a própria trajetória a partir dos exemplos de sucesso”, explica Tonassi.
A iniciativa avançou para áreas como comercial e operações, esta última crítica pela complexidade logística e escala da companhia nos mercados B2B e B2B2C.
Hoje, o programa está amplamente disseminado, com governança baseada em priorização por impacto e geração de valor.
Resultados tangíveis e impacto no negócio
Atualmente, o BRAX tem mais de 160 agentes ativos em produção e ultrapassa 400 mil horas anuais devolvidas ao negócio, ampliando diretamente a capacidade operacional da companhia.
Entre os casos mais relevantes, destacam-se:

O ganho vai além da eficiência: está na redução da latência entre demanda e execução.
O papel dos parceiros na jornada
A evolução do BRAX combina estrutura interna e atuação de parceiros estratégicos.
“Na época do início do projeto recebemos propostas de grandes consultorias, mas pela aderência ao que buscávamos, optamos pela Smarthis. A proximidade, a flexibilidade e a capacidade de entrega rápida foram determinantes para ganhar velocidade e confiança”, afirma Tonassi.
Esse modelo permitiu escalar a iniciativa sem perda de consistência técnica, mantendo ritmo de entrega mesmo com o aumento de complexidade dos projetos.
Marc Chevallier, Managing Partner da Smarthis, acompanha o BRAX desde sua concepção e destaca a mudança de papel ao longo da jornada:
“A trajetória com a Vibra reflete nossa própria evolução: deixamos de ser apenas um braço de execução para nos tornarmos parceiros estratégicos. Hoje, nosso papel vai muito além do desenvolvimento; nós mergulhamos no negócio para identificar gargalos, redesenhar processos e garantir que cada agente autônomo entregue não só eficiência, mas a melhor experiência possível na ponta, seja para o time interno ou para o cliente final.”
Expansão e próximos passos
A Vibra também avançou na democratização da automação com o AutoBRAX, voltado a soluções mais simples e distribuídas nas áreas de negócio.
O próximo passo é consolidar o uso de agentes como parte central da operação, conectando inteligência e execução de forma contínua.
A ambição é posicionar a Vibra como referência no uso de inteligência artificial aplicada ao negócio, não apenas na análise, mas na execução.

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